29 June 2008

Em bom português

Após mais um inexplicavel interregno de 2 meses, mais um apontamento. Desta vez sobre a nossa lingua.
Surgiu-nos a dúvida sobre a correcta forma de escrever uma forma de acoplamento "falange" ou "flange" e eu fiquei de esclarecer o assunto. No meu dicionário da Porto Editora de 87 só tenho falange como osso da mão e também como divisão militar, portanto fui ao google, que tem sempre tudo, desde que se saiba procurar.
E assim encontrei no blog Assim Mesmo um apontamento sobre o assunto. Se não quiserem lá ir fiquem a saber que o correcto é flange. Mas eu aconselho a passarem por lá para verem e aprenderam mais coisas de bom Português. Lá está que o plural de LED é LED, pois LED é o acrónimo de Light Emitting Diode e como todos os acrónimos não leva 's' no final, portanto não se escreve LEDs.
Até breve, tenho umas coisas para escrever sobre CANOpen, mas não sei se deva...

16 April 2008

Cada um desce as escadas como quer


No mesmo curto fim-de-semana e no mesmo parque, temos aqui o General do império dos escorregas. Este garoto, além de fazer habilidades tipo esta de descer o escorrega às cambalhotas, geria as filas de espera, era o único que podia subir pelas descidas e não deixava mais ninguém fazê-lo e se subia pelas escadas era porque era atrás de alguma cachopa que lhe agradava.
De notar outro pormenor que á a poça de água à saida do escorrega: Os mais pequenitos ou tinham a sorte de os pais se aperceberem e de os esperarem cá em baixo ou então ficavam com os pés de molho. Mas eu não faço filmes dessas maldades.

A mais pequena Roda Gigante do mundo


No passado fim de semana (entenda-se sexta-feira à tarde) fui ao meu passeio dos tristes ao emblemático Tagh-e Bustan. Entre muitas outras atracções estava esta simpatica "roda gigante" portátil. O operador desta máquina consegue-lhe dar as variações de velocidade necessárias ao delirio do publico, que nem o mais aperfeiçoado sistema de automação conseguiria.

14 April 2008

Tragam o champanhe

Tenho andado a a fazer testes em carga com pouco produto, pois eles anda não tinham autorização para ensacar e então os coitados andavam a ensacar, acartar os sacos em carros de mão para o armazém e despejá-los outra vez. Todos os dias na reunião matinal eu insistia no assunto, mas sem resultados. Hoje de manhã, sem ninguém esperar, veio cá a SGS visitar o local à tarde apareceram 8 camiões e já prometeram mais 33 para amanhã. Não há fome que não dê em fartura.

Nova página da supervisão das bagging lines:

E a página da zona da Shuttle e bagging hoppers para verem as quantidades do dia:
Nada mal para o primeiro meio-dia. Só a linha B é que não pode trabalhar (problemas mecânicos como de costume). As outras linhas trabalharam todas em automático, embora algumas com alguns problemas nas máquinas de coser os sacos (out of my scope). E os operadores gramam com pó à brava, pois os sistemas de despoeiramento, também ainda têm problemas.
Foi preciso dar um empurrãozinho nos programas das linhas de ensaque (Haver & Boeker), pois têm um sistema engraçado de parar os tapetes pela contagem de sacos, mas estavam a parar também o tapete depois do contador.
Muito público, como acontece sempre nas inaugurações (aqui ainda mais) com os chefes todos e tudo. Só faltou o champanhe.

Mas não pensem que está tudo feito. Ainda tenho por aqui trabalho para mais uma semanita.

Azadegan Hotel

Desta vez fiquei no hotel Azadegan. É a segunda vez que cá fico (das outras duas vezes fiquei numa guest house) E desde a outra vez para cá teve alguma evolução, mas não tanto como eu gostaria. Agora tem um site e em vez de uns porta-chaves grandes, tem uns cartões com chip para abrir as portas dos quartos. Fiquei entusiasmado com a inovação e ainda mais quando vi as portas dos dois elevadores abertas.
Afinal quanto aos elevadores era só para enganar. Da outra vez estava um a funcionar e desta vez o outro. Penso que eles têm dois, para puderem ter sempre um avariado.
Os cartões não são gravados a quando do checkin (o que normalmente traz problemas se a pessoa fica mais tempo do que o previsto). Aqui são fixos, sem validade, gravados para cada quarto, com uma etiqueta autocolante com número do quarto (escrita à mão, mas com números persas e números normais). Mas nos dias em que me esqueço do cartão no bolso e não o deixo no balcão, não há limpeza no quarto. Devem ter perdido as chaves todas e não têm cartão mestre.
Têm pessoal novo, mas não contrataram ninguém que saiba falar inglês, e dos que já lá estavam e falam qualquer coisita, a maioria já está mais à vontade comigo e já quase todos me perguntaram se lhes arranjava emprego na Europa. Há um que me informa quais são os dias em que lá vai estar hospedado pessoal da Iran Air pois quer que eu tire fotografias às hospedeiras.
A comida continua igual, os pratos do costume, o menu apenas em persa, mais uma vez tive de comprar azeite para a salada e frutas para o pequeno almoço.
Satelite nada. Todos os dias prometiam para o dia seguinte a vinda do técnico de Teerão para arranjar aquilo. Ontem disse que também era expert em satelite e ofereci-me para ver o problema. O sistema é um bocado caseiro, tem três receptores de satelite, com aspecto baratucho, que recebem o sinal de dois cabos (2 antenas ou 2 LBNs da mesma antena) e estão sintonizados para BBC, Euronews e Aljazira. Essas três saídas e mais um vídeo e mais um DVD(com uns conversores marados) vão juntos ao misturador, passando por duas caixas que têm aspecto de ser amplificador/filtro de sinal. Andei por lá a ligar e desligar cabos, com uma televisão em cima duma cadeira e consegui pôr a BBC a trabalhar. As outras não, porque o outro cabo não trazia sinal e eles não se mostraram muito dispostos a que eu fosse ao telhado. No Hall já dá para ver a BBC. Voltei ao meu quarto no terceiro andar, mas nada. No entanto os japoneses que souberam ao jantar que eu estava de volta do assunto, hoje de manhã deram-me os parabéns muito satisfeitos por terem a BBC. Se calhar logo vou amplificar um bocado mais o sinal (fica a imagem estragada no hall, mas talvez consiga ver no meu quarto).

O Povo

Blog O Povo - Artigos, comentários e notícias que correm o risco de não ser notícia na comunicação social que nos rodeia, apesar de incidirem sobre o que mais interessa à vida e a um juízo sobre o que se passa à nossa volta.
Eu diria que é um blog para ajudar a pensar. Tem opiniões de várias pessoas, não temos de concordar com tudo, mas vale a pena ir lendo.
Fiquem bem e boa semana de trabalho.

13 April 2008

Atentado

Houve ontem um atentado aqui no Irão.
Causou 9 mortos e cerca de 105 feridos numa mesquita.
Foi em Shiraz, a mais de 750 Km de distancia daqui.
Parece que o hoyatoleslam estava a fazer uma homilia sobre (contra?) alguns grupos extremistas e tinha muitos jovens a ouvi-lo.
Para já não há qualquer motivo para preocupação.
Até breve

Como é que se faz ureia ?

Eu explico.
Primeiro, o que é a ureia? É um fertilizante, ou adubo, que tem alguns componentes químicos que ajudam a terra a alimentar melhor as plantas. Existem fertilizantes orgânicos (tipo esterco) e minerais. Dentro dos minerais existem muitos, mas os mais conhecidos são os ricos em fosfatos (como os produzidos na fábrica de Safi, em Marrocos, cuja matéria prima são pedras) e os ricos em nitratos (como a ureia, produzida aqui em Kermanshah).
A ureia é o fertilizante mais rico, da sua espécie, tendo 45% de nitrato. Mas se querem saber mais coisas sobre fertilizantes espreitem em http://pt.wikipedia.org/wiki/Fertilizante .

Vamos então ao processo (não é para fazer em casa): As matérias primas são gás natural, ar e água. Há de facto duas fábricas: A primeira é de amónio e a segunda é que é a de ureia, que recebe como matéria prima a produção da primeira.
Além das matérias primas é preciso uma grande quantidade de tubos, depósitos, caldeiras, compressores, turbinas, reatores, etc, etc, tudo direitinho no seu devido lugar e pronto. (deixo aqui os diagramas para ficarem com uma ideia)


Além do processo principal, também há a ETAR, 3 GTG (co-geração), despoeiramento e outras utilities.
Só mais uma nota: Quando há uma paragem geral, como aconteceu na quinta-feira passada, o arranque demora cerca de 4 dias a correr tudo bem. São dois dias e tal para o arranque na fábrica de amónia e mais um dia e meio para a ureia.
Se quiserem saber mais coisas, perguntem.

Estou de volta

Estou de volta ao blogging. É uma vergonha: 4 Meses sem uma novidade. Não pode ser assim. Ó colegas vamos a acordar.

Estou de volta a Kermanshah. Já cá estou à 3 semanas. Em breve conto-vos as novidades.

Eu queria era estar de volta de Portugal, já falta pouco...

11 April 2008

18 Anos Parabéns EST!



Este blog deseja à EST, a todos os seus colaboradores e amigos, muitos parabéns e muitos anos de vida feliz.

13 December 2007

Irão 26


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Estamos de partida.

Aqui está o Paulo a pensar se leva este tapete persa como recordação.

Custa 480 USD, mas há maiores, até aos 10000 USD.

Levamos as malas um bocado cheias, se calhar tem de ficar para a próxima.
Nota: Estamos no novo aeroporto de Teerão, que até tem net à borla, mas afinal os filtros continuam a funcionar por aqui e não me deixam fazer o upload da foto. Tive de fazer upload para outro site.

08 December 2007

Standard IBM

Aqui no irão, como na maioria dos paises muçulmanos é aplicado o standard IBM. Deve ser o único ou um dos poucos standards utilizados, é usado para todos os aspectos e não tem nada a ver com uma empresa que fazia computadores.
IBM (Inshallah, bukra, malesh) é um modo de vida e temos de nos habituar a isso, para não andarmos nervosos ou com a tensão alta. Chega de paleio e vamos à tradução:
Inshallah = Se Deus quiser
bukra = Amanhã
malesh = Não podes fazer nada quanto a isso, não te preocupes, não é assim tão importante
Básicamente quer dizer que independentemente do teu empenho uma coisa pode ser feita ou não e mesmo que não seja feita vai demorar imenso tempo e esforço.

07 December 2007

Irão, uma agradável surpresa!!

Já lá vão 3 semanas por terras Iranianas e confesso que este país se tem revelado uma agradável surpresa.
À chegada ao aeroporto Imam Khomeini (Teerão), por volta das 4H da madrugada, um senhor dos “Serviços de Estrangeiros e Fronteiras” (SEF Iraniano) virou e revirou o meu passaporte umas poucas de vezes, mirou-me mais outras tantas (sempre com ar de poucos amigos) e lá assinou a entrada. “Confirmam-se as minhas expectativas de um país “agreste”, pensei eu com os meus botões. Enquanto esperávamos pelas malas, foi anunciado que as senhoras estrangeiras “devem” usar véu (por outras palavras, não sendo “obrigatório” é “obrigatório”!!).
Malas na mão, logo aparece o nosso motorista, todo sorridente e simpático … “afinal há excepções”, voltei a pensar com os meus botões.
Os dias foram passando e verifico que o Irão, afinal, é um país de pessoas humildes, acolhedoras e hospitaleiras, sendo que a excepção há regra é o senhor do SEF Iraniano. Desde as pessoas com quem trabalho diariamente até aqueles que se cruzam comigo na fábrica e não me conhecem de lado nenhum, há sempre um “Salem” (abreviatura de Salem Alaikum - a paz esteja contigo) com um sorriso. Aqui há dias, quando regressávamos do almoço, o segurança da portaria convidou-nos para um chá … na portaria havia 2 cadeiras, estando uma delas ocupada por um senhor, que logo se levantou para nós nos sentarmos e tomarmos o chá. Dois dos rapazes que trabalham connosco têm-nos levado a passear ao fim-de-semana (para os que ainda não sabem o fim-de-semana aqui é a sexta-feira a partir das 15H00 … é para a malta não se habituar à boa vida!! ;) ). Vão buscar-nos a casa de carro (lembro que a gasolina é racionada devido ao embargo internacional), damos um passeio pela cidade e levam-nos a jantar, fazendo questão absoluta de pagar todas as despesas, pois somos seus convidados (acreditem que não é barato para eles).

06 December 2007

Irão 22 - Diferenças entre Irão e Europa


Este é um filmezito que anda por cá nos telemóveis e me mostraram um dia destes. Foi adaptado de um que era sobre as diferenças entre a Itália e a Europa, mas se quisermos analisar bem a coisa, se calhar identificamo-nos mais com os italianos e iranianos do que com os europeus.

03 December 2007

Irão 21 - Portecal

Um vendedor de laranjas numa rua de Kermanshah. A palavra laranja em persa é پرتغال e lê-se portecal. Eu tinha ideia que as laranjas tinham sido trazidas pelos árabes para Portugal, mas foi ao contrário. Foram os portugueses que as trouxeram do sudoeste asiático (Índia, Malásia, por aí) e as introduziram na Europa no séc. XVI. Por este motivo Portugal é o país de origem das laranjas e o nome do fruto reflecte isso, não só em persa, mas também em árabe, em turco e em grego.