No mesmo curto fim-de-semana e no mesmo parque, temos aqui o General do império dos escorregas. Este garoto, além de fazer habilidades tipo esta de descer o escorrega às cambalhotas, geria as filas de espera, era o único que podia subir pelas descidas e não deixava mais ninguém fazê-lo e se subia pelas escadas era porque era atrás de alguma cachopa que lhe agradava.
De notar outro pormenor que á a poça de água à saida do escorrega: Os mais pequenitos ou tinham a sorte de os pais se aperceberem e de os esperarem cá em baixo ou então ficavam com os pés de molho. Mas eu não faço filmes dessas maldades.
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16 April 2008
Cada um desce as escadas como quer
A mais pequena Roda Gigante do mundo
No passado fim de semana (entenda-se sexta-feira à tarde) fui ao meu passeio dos tristes ao emblemático Tagh-e Bustan. Entre muitas outras atracções estava esta simpatica "roda gigante" portátil. O operador desta máquina consegue-lhe dar as variações de velocidade necessárias ao delirio do publico, que nem o mais aperfeiçoado sistema de automação conseguiria.
14 April 2008
Tragam o champanhe
Tenho andado a a fazer testes em carga com pouco produto, pois eles anda não tinham autorização para ensacar e então os coitados andavam a ensacar, acartar os sacos em carros de mão para o armazém e despejá-los outra vez. Todos os dias na reunião matinal eu insistia no assunto, mas sem resultados. Hoje de manhã, sem ninguém esperar, veio cá a SGS visitar o local à tarde apareceram 8 camiões e já prometeram mais 33 para amanhã. Não há fome que não dê em fartura.
Nova página da supervisão das bagging lines:
E a página da zona da Shuttle e bagging hoppers para verem as quantidades do dia:
Foi preciso dar um empurrãozinho nos programas das linhas de ensaque (Haver & Boeker), pois têm um sistema engraçado de parar os tapetes pela contagem de sacos, mas estavam a parar também o tapete depois do contador.
Muito público, como acontece sempre nas inaugurações (aqui ainda mais) com os chefes todos e tudo. Só faltou o champanhe.
Mas não pensem que está tudo feito. Ainda tenho por aqui trabalho para mais uma semanita.
13 April 2008
Como é que se faz ureia ?
Eu explico.
Primeiro, o que é a ureia? É um fertilizante, ou adubo, que tem alguns componentes químicos que ajudam a terra a alimentar melhor as plantas. Existem fertilizantes orgânicos (tipo esterco) e minerais. Dentro dos minerais existem muitos, mas os mais conhecidos são os ricos em fosfatos (como os produzidos na fábrica de Safi, em Marrocos, cuja matéria prima são pedras) e os ricos em nitratos (como a ureia, produzida aqui em Kermanshah).
A ureia é o fertilizante mais rico, da sua espécie, tendo 45% de nitrato. Mas se querem saber mais coisas sobre fertilizantes espreitem em http://pt.wikipedia.org/wiki/Fertilizante .
Vamos então ao processo (não é para fazer em casa): As matérias primas são gás natural, ar e água. Há de facto duas fábricas: A primeira é de amónio e a segunda é que é a de ureia, que recebe como matéria prima a produção da primeira.
Além das matérias primas é preciso uma grande quantidade de tubos, depósitos, caldeiras, compressores, turbinas, reatores, etc, etc, tudo direitinho no seu devido lugar e pronto. (deixo aqui os diagramas para ficarem com uma ideia)


Além do processo principal, também há a ETAR, 3 GTG (co-geração), despoeiramento e outras utilities.
Só mais uma nota: Quando há uma paragem geral, como aconteceu na quinta-feira passada, o arranque demora cerca de 4 dias a correr tudo bem. São dois dias e tal para o arranque na fábrica de amónia e mais um dia e meio para a ureia.
Se quiserem saber mais coisas, perguntem.
Primeiro, o que é a ureia? É um fertilizante, ou adubo, que tem alguns componentes químicos que ajudam a terra a alimentar melhor as plantas. Existem fertilizantes orgânicos (tipo esterco) e minerais. Dentro dos minerais existem muitos, mas os mais conhecidos são os ricos em fosfatos (como os produzidos na fábrica de Safi, em Marrocos, cuja matéria prima são pedras) e os ricos em nitratos (como a ureia, produzida aqui em Kermanshah).
A ureia é o fertilizante mais rico, da sua espécie, tendo 45% de nitrato. Mas se querem saber mais coisas sobre fertilizantes espreitem em http://pt.wikipedia.org/wiki/Fertilizante .
Vamos então ao processo (não é para fazer em casa): As matérias primas são gás natural, ar e água. Há de facto duas fábricas: A primeira é de amónio e a segunda é que é a de ureia, que recebe como matéria prima a produção da primeira.
Além das matérias primas é preciso uma grande quantidade de tubos, depósitos, caldeiras, compressores, turbinas, reatores, etc, etc, tudo direitinho no seu devido lugar e pronto. (deixo aqui os diagramas para ficarem com uma ideia)
Além do processo principal, também há a ETAR, 3 GTG (co-geração), despoeiramento e outras utilities.
Só mais uma nota: Quando há uma paragem geral, como aconteceu na quinta-feira passada, o arranque demora cerca de 4 dias a correr tudo bem. São dois dias e tal para o arranque na fábrica de amónia e mais um dia e meio para a ureia.
Se quiserem saber mais coisas, perguntem.
08 December 2007
Standard IBM
Aqui no irão, como na maioria dos paises muçulmanos é aplicado o standard IBM. Deve ser o único ou um dos poucos standards utilizados, é usado para todos os aspectos e não tem nada a ver com uma empresa que fazia computadores.
IBM (Inshallah, bukra, malesh) é um modo de vida e temos de nos habituar a isso, para não andarmos nervosos ou com a tensão alta. Chega de paleio e vamos à tradução:
Inshallah = Se Deus quiserbukra = Amanhã
malesh = Não podes fazer nada quanto a isso, não te preocupes, não é assim tão importante
Básicamente quer dizer que independentemente do teu empenho uma coisa pode ser feita ou não e mesmo que não seja feita vai demorar imenso tempo e esforço.
07 December 2007
Irão, uma agradável surpresa!!
Já lá vão 3 semanas por terras Iranianas e confesso que este país se tem revelado uma agradável surpresa.
À chegada ao aeroporto Imam Khomeini (Teerão), por volta das 4H da madrugada, um senhor dos “Serviços de Estrangeiros e Fronteiras” (SEF Iraniano) virou e revirou o meu passaporte umas poucas de vezes, mirou-me mais outras tantas (sempre com ar de poucos amigos) e lá assinou a entrada. “Confirmam-se as minhas expectativas de um país “agreste”, pensei eu com os meus botões. Enquanto esperávamos pelas malas, foi anunciado que as senhoras estrangeiras “devem” usar véu (por outras palavras, não sendo “obrigatório” é “obrigatório”!!).
Malas na mão, logo aparece o nosso motorista, todo sorridente e simpático … “afinal há excepções”, voltei a pensar com os meus botões.
Os dias foram passando e verifico que o Irão, afinal, é um país de pessoas humildes, acolhedoras e hospitaleiras, sendo que a excepção há regra é o senhor do SEF Iraniano. Desde as pessoas com quem trabalho diariamente até aqueles que se cruzam comigo na fábrica e não me conhecem de lado nenhum, há sempre um “Salem” (abreviatura de Salem Alaikum - a paz esteja contigo) com um sorriso. Aqui há dias, quando regressávamos do almoço, o segurança da portaria convidou-nos para um chá … na portaria havia 2 cadeiras, estando uma delas ocupada por um senhor, que logo se levantou para nós nos sentarmos e tomarmos o chá. Dois dos rapazes que trabalham connosco têm-nos levado a passear ao fim-de-semana (para os que ainda não sabem o fim-de-semana aqui é a sexta-feira a partir das 15H00 … é para a malta não se habituar à boa vida!! ;) ). Vão buscar-nos a casa de carro (lembro que a gasolina é racionada devido ao embargo internacional), damos um passeio pela cidade e levam-nos a jantar, fazendo questão absoluta de pagar todas as despesas, pois somos seus convidados (acreditem que não é barato para eles).
À chegada ao aeroporto Imam Khomeini (Teerão), por volta das 4H da madrugada, um senhor dos “Serviços de Estrangeiros e Fronteiras” (SEF Iraniano) virou e revirou o meu passaporte umas poucas de vezes, mirou-me mais outras tantas (sempre com ar de poucos amigos) e lá assinou a entrada. “Confirmam-se as minhas expectativas de um país “agreste”, pensei eu com os meus botões. Enquanto esperávamos pelas malas, foi anunciado que as senhoras estrangeiras “devem” usar véu (por outras palavras, não sendo “obrigatório” é “obrigatório”!!).
Malas na mão, logo aparece o nosso motorista, todo sorridente e simpático … “afinal há excepções”, voltei a pensar com os meus botões.
Os dias foram passando e verifico que o Irão, afinal, é um país de pessoas humildes, acolhedoras e hospitaleiras, sendo que a excepção há regra é o senhor do SEF Iraniano. Desde as pessoas com quem trabalho diariamente até aqueles que se cruzam comigo na fábrica e não me conhecem de lado nenhum, há sempre um “Salem” (abreviatura de Salem Alaikum - a paz esteja contigo) com um sorriso. Aqui há dias, quando regressávamos do almoço, o segurança da portaria convidou-nos para um chá … na portaria havia 2 cadeiras, estando uma delas ocupada por um senhor, que logo se levantou para nós nos sentarmos e tomarmos o chá. Dois dos rapazes que trabalham connosco têm-nos levado a passear ao fim-de-semana (para os que ainda não sabem o fim-de-semana aqui é a sexta-feira a partir das 15H00 … é para a malta não se habituar à boa vida!! ;) ). Vão buscar-nos a casa de carro (lembro que a gasolina é racionada devido ao embargo internacional), damos um passeio pela cidade e levam-nos a jantar, fazendo questão absoluta de pagar todas as despesas, pois somos seus convidados (acreditem que não é barato para eles).
06 December 2007
Irão 22 - Diferenças entre Irão e Europa
Este é um filmezito que anda por cá nos telemóveis e me mostraram um dia destes. Foi adaptado de um que era sobre as diferenças entre a Itália e a Europa, mas se quisermos analisar bem a coisa, se calhar identificamo-nos mais com os italianos e iranianos do que com os europeus.
03 December 2007
Irão 21 - Portecal
29 November 2007
Irão 18
Para todos os que se preocupam coma minha saúde, (ou querem saber se quando voltar estou 100% apto para trabalhar) tenho a comunicar que a coisa está a correr bem. Estou na segunda fase da minha auto-fisioterapia (que é com o peso de 2kg). Por vezes há alguns movimentos em que por distracção (a espreguiçar-me, por exemplo) e o braço estica-se lá mais para cima e faz-me doer um bocadito. Mas consigo fazer tudo sem ajuda (incluindo lavar as costas).
Já gora reparem no relógio: 5:30 da manhã e eu no meu ginásio de "musculação". Material não me falta, pensei em usar o portátil para fazer os 2 Kg, mas tenho cá material a sério e fui calhar logo no quarto onde ele estava. A vida tem destas coisas.
27 November 2007
26 November 2007
Irão 16
25 November 2007
Irão 12 - Comunicações OK
O verdadeiro motivo da alegria é que após uma semana e tal de trabalho e estudo (sobretudo do Paulo, já que eu é mais meetings e punch lists) a rede profibus está a comunicar com todos os slaves e os malfadados LEDs de erro dos Y-Link finalmente apagaram-se.
Comunicamos também em primeira mão que os programas para os processadores booleanos dos trippers também já rolam. Só falta a reposição do valor em caso de falha de energia.
Comunicamos também em primeira mão que os programas para os processadores booleanos dos trippers também já rolam. Só falta a reposição do valor em caso de falha de energia.
Afinal não andamos só no passeio, também estamos aqui para trabalhar. Mas não pensem que está quase tudo feito. Resolvemos, de acordo com o cliente, em vez de fazer como mandam as regras (testar entradas, testar saídas, modo manual, modo automático) fazer isso apenas pelos circuitos 1 e 2. E só depois para os restantes circuitos a ver se assim fica alguma coisa pronta antes de irmos embora.
Irão 11
Na sexta-feira à tarde foi o nosso fim-de-semana. Fomos a convite de um engenheiro e um electricista do cliente dar um passeio. Por aqui o passeio dos tristes é ao Tag-e-Bostan e portanto lá fomos. Para mim já é praí a décima vez, mas é o melhor sitio a visitar por aqui, por isso é natural que faça parte de todos os percursos. É um local histórico com um parque enorme ao longo duma encosta com quedas de água, vista sobre a cidade, cafés (não sei o nome certo será este, já que lá não há café, mas sim chá e cachimbos de água) e no verão as familias vão acampar para ali e passam lá o dia. Mesmo agora, apesar do frio continua cheio de gente e ainda por lá vimos alguns corajosos com tenda montada.
Depois fomos jantar ao restaurante do hotel Jamshid (o melhor hotel da cidade). Foi um fim-de-semana bem passado, embora em poucas horas.
24 November 2007
Irão 10
Devido ao bloqueio económico da América e mais recentemente da Europa, o Irão tem racionamento de gasolina. Parece estranho, mas é mesmo assim. É um pais produtor de petróleo, mas não têm industria de refinaria suficiente para as suas necessidades, pelo que exportam o petróleo e importam a gasolina (acho que com o gasóleo não há este problema)
Cada pessoa tem um cartão como em Portugal existem para o aquecimento ou a agricultura, que lhes dá direito a 100 litros de gasolina por mês.
Além disso aumentou. Mas não foi um aumentozeco como estamos acostumados. Aumentou mais de 40%. Custava 7 cêntimos/litro e agora custa 10 cêntimos/litro. Se ultrapassarem os 100 litros por mês conseguem comprar mais ao "exorbitante" preço de 50 cêntimos/litro.
Cada pessoa tem um cartão como em Portugal existem para o aquecimento ou a agricultura, que lhes dá direito a 100 litros de gasolina por mês.
Além disso aumentou. Mas não foi um aumentozeco como estamos acostumados. Aumentou mais de 40%. Custava 7 cêntimos/litro e agora custa 10 cêntimos/litro. Se ultrapassarem os 100 litros por mês conseguem comprar mais ao "exorbitante" preço de 50 cêntimos/litro.
Tudo isto tem um inconveniente para nós. É que deixou de haver carros para fazer o transporte dos supervisores de e para o almoço. Temos de fazer os 500m a pé. Da minha primeira missão, havia sempre carros a toda hora para cima e para baixo, da segunda (já havia o embargo) foi mais difícil, às vezes tínhamos de esperar meia hora, mas nunca fui a pé (eu e um Alemão da Siemens ficávamos ali parados até que eles desistiam e mandavam um carro buscar-nos). Mas desta vez vão todos a pé, por isso nós vamos também. Mas assim que começar a chover isso vai mudar...
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