24 June 2009

Cicloturista na Argélia

Está a ser organizado aí por Portugal um passeio de bicicletas (entre muitos), mas como eu não vou poder participar e há até quem diga que adiei a minha viagem de regresso para não participar, estou a provar que estou solidário convosco. Se bem que aqui como vou sozinho, posso parar quando quero para tirar umas fotos e nínguem manda bocas quanto à minha posição na classificação.
É uma bicicleta emprestada do filho do dono do hotel, com amortecedores e travões de disco e tudo, mas o emprestimo saiu mais caro que que se tivesse alugado. Nas primeiras pedaladas notei que um dos pedais não estava bem preso, la fui andando com quidado e a cada pedalada tinha de ajusatar o pedal, até que a ultrapassar um carro, caiu o pedal. Apanhei-o e depois achei mais seguro levar o pedal na mão e pedalar no eixo do pedal. Assim fui andano até que até esse caiu. Assim não dava. Lá fui a pé com a bicicleta à mão à procura de uma oficina. Com ela à mão, notei que a roda da frente também ia travada e não era pouco. Bicicleta razoavel, mas com manutenção algeriana.
Na oficina, num vão de escada, um mecanico e dois ajudantes (filhos, presumo) que falavam bem árabe, mas outras linguas nem tanto, lá me mostraram que nem o pedal nem o braço tinham aproveitamento. Levou um braço shimano e um pedal lilás com refletores ( o outro é cor de aluminio, espero que o dono não se importe). O preço foi discutido para baixar de 7,5euros para 4euros e ainda tive direito à afinação do travão de disco, pois só lhe falei nisso depois de ter pago. A afinação ainda precisou de tirar o travão todo e voltar a montá-lo com umas anilhas para ficar centrado com o disco.
Agora sim, já dava gosto pedalar. Só faltou afinar as mudanças, nos carretos da frente não dá para chegar ao terceiro (o maior), mas só descobri depois de sair da oficina, fica para a proxima.

Esta foto foi tirada à porta do hotel Salim, (não do meu, que se chama Hotel Hazem), que fica a cerca de 5km do meu ponto de partida, ok não é muito, mas foi depois de um longo dia de trabalho (seguido a uma série deles) e já com as mãos e as calças cheias de oleo do pedal. E era preciso voltar ao hotel a tempo de jantar. Amanhã não (preciso de descansar), mas talvez sexta-feira se me voltarem a emprestar a bicicleta, possa dar uma volta maior.

18 June 2009

Vidro Temperado o Vidro Laminado

Na tentativa de que este blog seja um livro de apontamentos uteis, aqui ficam as diferenças entre vidro temperado e laminado, pelo menso as que me interessam neste momento:
O vidro temperado tem resistência mecânica superior ao vidro laminado, por passar pelo processo de têmpera, a sua resistência mecânica aumenta até 5 vezes em comparação ao vidro comum. Também aumenta a resistencia ao choque térmico. Tem de ser cortado, perfurado, etc antes de ser temperado. Quando se parte estilhaça todo.
O vidro laminado também tem mais resistencia que um vidro normal, mas tem menos resistência mecânica que vidro temperado porém sua vantagem é a segurança, uma vez que o mesmo leva uma película plastica (PVB-polivinil butiral) entre as duas laminas de vidro, o que faz com que quando o vidro parte, evita a fragmentação do vidro.
Os vidros à prova de bala são tipos especiais de vidro laminado.
Nas nossas cabines de comando são utilizados vidros laminados a fim de evitar riscos para o operador no caso de haver quebra de vidro.

15 June 2009

Explosão de uma bomba em Batna

O pior foi evitado ontem (9/6/2009) na estação de Batna. Uma bomba colocada numa carruagem de cereais explodiu pelas 9h15, destruindo uma das duas carruagens do comboio para Ayn Yagout. O comboio de mercadorias partira na véspera de Skikda, com cinco carruagens de cereais e dez carruagens de combustíveis, foi detectado antes de chegar à estação de Batna às 20h30.
A bomba foi activada por telemóvel. Felizmente as carruagens de combustível estavam vazias e os comboios estavam parados. A explosão foi tão forte que a cidade inteira pensou no pior.

Origem (em francês):
http://www.lesoirdalgerie.com/articles/2009/06/10/print-2-84358.php

11 June 2009

Reactivação deste blog !!!

Pois é, mais uma vez estivemos uns meses sem blogar nada, vamos andando na nossa rotina e achamos que não temos nada de jeito para aqui escrever mas é errado, porque entretanto já passámos por muitas coisas dignas de blogar, como por exemplo a montagem de todo um sistema de segurança que o nosso caloiro teve de "descascar", e com bons resultados... Mais umas automações feitas e diferentes do que temos feito, uns robôs a paletizar 11 paletes ao mesmo tempo, etc.
Mas então, perguntam os leitores, porque é que este se lembrou agora de vir para aqui dizer isto tudo assim compactado, tipo ZIP. É que ontem foi o nosso colega NV para a Argélia para fazer mais uma colocação em serviço de umas máquinas programadas por nós, e apesar de só lá estar à um dia, já tem muito que contar. Pelo menos já se fartou de correr, e foi se quis chegar a Argélia. Mas parece que valeu a pena, porque desde o aeroporto até ao hotel teve escolta policial, tipo honras presidenciais! Mas ele que explique, que dá uma novela engraçada, é essa a intenção deste post, lembrá-lo para nos ir contando as peripécias.

24 March 2009

Maratona do Centro

A 2ª Maratona do Centro decorreu no domingo, dia 22 de Março de 2009. Participaram cerca de 700 atletas. A EST teve um elemento na organização (José Carlos Silva) e dois participantes que participaram em nome dos "Trilhos sem fim" (http://trilhosemfim.blogs.sapo.pt) e ficaram com óptimas classificações. Os nossos parabéns.
Carlos Máximo: 42º Vet. B (143 geral)
Cláudio Costa: 84º Vet. A (176 geral)

09 March 2009

Cebit 2009

Algumas fotos da minha visita de estudo à Cebit 2009.



Cebit2009

03 December 2008

Electrónica transparente - Made in Portugal

A revolução do transístor de papel

03 de Dezembro de 2008, 14:20
Em 2003 Elvira Fortunato construía o primeiro transístor transparente do mundo feito à temperatura ambiente. Este foi o factor distintivo que a fez ter outra ideia: fazer um transístor de papel.


A descoberta da investigadora experimentalista da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa tem corrido mundo. A novidade abre um novo leque de possibilidades na área da electrónica descartável, com o fabrico, por exemplo, de etiquetas inteligentes.

Já os transístores e circuitos transparentes desenvolvidos por Elvira Fortunato, Rodrigo Martins e a sua equipa do CINEMAT (Centro de Investigação de Materiais ) abriram portas a parcerias com empresas como a Samsung, a Fuji, a LG, a Saint Gobain, a HP e a Fiat. No sector automóvel, a Ferrari ocupa lugar de destaque: a empresa quer ter todos os mostradores ao nível da visão do condutor, implantados no vidro da frente do automóvel. O trabalho está ao cargo de Elvira Fortunato e da sua equipa.

18 November 2008

Passeio de BTT

No fim de semana em que um dos nossos colegas foi novamente até à antiga Pérsia, para mais umas semanas de trabalho, os outros, aliás, alguns dos outros (houve uns que ficaram na cama, ou não... !) aceitaram o desafio lançado pelo PR e lá fomos até perto da Maceira, para passar uma manhã de domingo bem passada em cima da bicicleta. Não foi a manhã toda, porque felizmente parámos muitas vezes para descansar as pernas e sobretudo a "assentadeira". O tempo estava óptimo, o percurso é de facto "porreiro", se bem que perigoso, pelo menos para estreantes como eu. Aquele trilho no bosque junto ao ribeiro, que termina naquela pequena ponte de madeira, é de facto um espectáculo. O trilho é repleto de vegetação e troncos que nos obrigam a olhar não só para onde temos de andar com a roda da bicicleta, mas também para os troncos que estão à altura das nossas cabeças e à espera que um dos nossos capacetes seja posto à prova. Se a roda da bicileta calha a sair do trilho, uiiiiii.
Foi de facto uma manhã de domingo bem passada, claro que no domingo à noite algumas partes do corpo, entenda-se quase todas, estavam um pouco recentidas, fruto não só da falta de pernas, mas sobretudo pela falta de calo.
Quanto à minha bicicleta em particular, sem suspensão e com o carreto mais pequeno da frente a não querer entrar, depois de ter sido estreada e de ter feito uns bons quilómetros nos caminhos da Curvachia à cerca de 20 anos atrás, ainda numa altura em que eu éra ainda um rapazinho com pernas para aquilo, e com uns bons quilos a menos, posta lado a lado com as bicicletas de alguns dos nossos colegas mais "profissionais" foi apelidada de monte de ferro, ora aí está... Como se não bastasse ainda andei uns metros nessas bicicletas marcas XPTO, com suspensões, travões disto e aquilo, quadros sei lá o quê, e pronto começou-se a formar a ideia de que seria interessante comprar uma nova bicicleta, ideia essa resfriada de imediato ao saber o preço das ditas cujas.
Bem, deixo aqui algumas fotos do evento e deixo sobretudo o agradecimento ao PR que teve a ideia de juntar a malta para este passeio, e também ao nosso caloiro do PA, que se não tivesse ido, para obrigar a caravana a descansar de vez em quando, quem se tinha negado éra eu (e mais um ou dois companheiros ;-) ), sim porque tinhamos levado uma coça dos prós, que nem andavámos direitos hoje...



03 November 2008

PPEC 2007

Segundo o balanço apresentado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), as medidas de eficiência energética aprovadas no âmbito do Plano de Promoção da Eficiência no Consumo de Energia Eléctrica (PPEC) de 2007 já permitiram uma poupança equivalente ao consumo anual de 195 mil famílias.

As medidas adoptadas pelo PPEC revelam maior impacto do sector residencial, com a instalação de lâmpadas economizadoras e frigoríficos energeticamente eficientes a permitir a poupança de 26 milhões de euros (equivalente ao consumo anual de 98.388 famílias). Já no sector industrial foram poupados 20 milhões de euros (equivalente ao consumo anual de 65.000 famílias) e evitou-se a emissão de 68 mil toneladas de C02 para a atmosfera. Finalmente, o comércio e serviços poupou seis milhões de euros (equivalente ao consumo anual de 32.093 famílias).

O PPEC foi lançado pela ERSE para promover a eficiência energética e reduzir o consumo até 2010, no âmbito do Protocolo de Quioto. O objectivo é incentivar as entidades que actuam no sector energético a apresentarem medidas como a instalação de equipamentos com eficiência energética superior e a disponibilização, junto dos consumidores, de informação relevante sobre a eficiência no consumo de electricidade e os seus benefícios, implementando hábitos de consumo mais eficientes.

28 October 2008

Nota Técnica: Direct Data Exchange ou S7 Connection, qual utilizar?

Interligar dois PLCs Master (Siemens) via profibus, pode ser feito com DP/DP Coupler ou usando uma carta CP 342-5, por exemplo, num dos PLCs. O PLC da Máquina (Master) vai trocar dados com um PLC da fábrica (Master), via profibus (ver figura do post anterior). A forma que mais temos usado é o Direct Data Exchange, em que são configurados um X bytes de Input e Y bytes de output, bytes esses que são directamente endereçados como as DIs/DOs. Esta forma de comunicação tem de ser configurada nos dois PLCs que pretendem trocar dados e permite trocar até 256 bytes no total.
Existe uma outra forma que é o S7 Connection, na qual se podem usar funções como o PUT e o GET (usado no projecto da Turquia, penso eu). Neste caso a comunicação é feita por request podendo ser unidireccional ou bidireccional. Para implementar uma comunicação unidireccional é necessário ter uma carta do tipo CP 342-5 num PLC, ou nos dois caso se pretenda bidireccional. Se for unidireccional a configuração é feita apenas no do CPU que tem a carta CP. Mesmo com uma comunicação unidireccional podem passar dados nos dois sentidos usando o PUT e GET no PLC que tem a carta CP 342-5, ou seja, com o PUT é possível escrever e com o GET é possível ler dados do outro PLC. Para que as funções PUT e GET funcionem é necessário activar uma S7 Connection no NetPro (botão direito em cima do CPU -> Insert new connection -> Connection Type = S7 Connection -> ok. Na janela Properties S7 Connection escolher CP 342-5 no CPU Local e MPI/DP no CPU Partner. Ainda nesta janela é mostrado o ID da conexão que vai ser usado nas funções PUT e GET). Este tipo de comunicação também pode ser usado para uma ligação Ethernet, entre dois S7 317 PN/DP por exemplo, e permite trocar dados até 240 bytes.
Finalmente, neste projecto tem que usar o Direct Data Exchange.

Nota Técnica: OLM Siemens

A 1ª vez que liguei a rede profibus (ver figura) o OLM do lado da Máquina não funcionou (a comunicação profibus não se estabeleceu), ou seja o LED System ficou a piscar a vermelho. Isto significa que o baud rate não foi ainda detectado (podendo a origem deste problema estar em diversas razões - ver PI_OLM_e.pdf). O facto de este OLM não detectar a velocidade da rede profibus deve-se (penso eu) ao facto de estar ligado ao slave DP/DP Coupler. A solução para esta questão passou por ligar o cabo do master da rede (S7 317) a esse OLM e o LED System ficou verde fixo. Restabelecendo as ligações da rede profibus, o OLM já funcionou e a comunicação estabeleceu-se (LED CH1 e CH2 cor laranja fixo). Mesmo desligando e voltando a ligar a alimentação o OLM não perde o baud rate. Mudando a velocidade da rede é possível que seja necessário fazer este procedimento novamente.

03 October 2008

Variadores ABB com CANopen

A EST é certificada para vendas, dimensionamento, suporte técnico, formação e comissionamento de variadores da ABB ACS55, ACS150, ACS350, ACS550 e ACS800 Os variadores da ABB podem comunicar em rede industrial CANopen através de um módulo RCAN-01. Ontem fui comissionar um destes que já estava devidamente configurado em rede pelo que este apontamento não é sobre a comunicação, mas sobre o controlo. Os dados enviados são uma word de controlo e uma word com o setpoint da velocidade.
O truque está na word de controlo em que os bits são os seguintes:
bit 0 - Switch on
bit 1 - Disable voltage
bit 2 - Quick stop
bit 3 - Enable Operation
bit 4 - Ramp function generator disable
bit 5 - Ramp function generator stop
bit 6 - Ramp function generator zero
bit 7 - Reset fault
A documentação não é explícita sobre a utilização dos bits e os bits 0, 3 e 7 são lógicos, mas os bits 1,2,4,5,6 são negados, ou seja têm de estar a "1" para o normal funcionamento do motor.

23 September 2008

Ajuste de loops PID

Tenho andado de volta de ajuste de malhas PID.
A primeira questão importante é saber quando é que o loop já está afinado.
Existem 3 condições:
1 - A fábrica não explodiu.
2 - O valor do processo (PV) está relativamente próximo do pretendido (SP) .
3 - O cliente diz que podemos ir para casa.

Existem alguns métodos "científicos" para fazer o ajuste dos PID, melhores que o habitual "tentativa e erro". Sobre esses talvez fale aqui mais tarde.
O método de tentativa e erro faz-se assim:
1 - Ajuste de KP (Ganho Proporcional), aumentando o valor para melhorar o tempo de subida até haver um bocadito de overshoot (o PV ultrapassar o SP) e instabilidade.
2 - Ajuste de KD (Ganho Derivativo), aumentando o valor para diminuir o overshoot. O aumento do KD é o mesmo que diminuição do tD (tempo de Derivativo).
3 - Ajuste de KI (Ganho Integral), aumentando o valor para diminuir o erro em regime estacionário. O aumento do KI é o mesmo que diminuição do tI.
4 - Voltar a ajustar os valores KP, KD, KI até obter a resposta pretendida.

Mais algumas notas:
- Manter o controlador tão simples quanto possível, mas não simples de mais. Isto significa que se a componente P bastar para a resposta desejada, deixam-se as componentes I e D desabilitadas. Da mesma forma se um PI ou PD forem suficientes, não se implementa um PID.
- Ao ajustar um valor (o ajuste deve ser feito em apenas um parâmetro e em pequenos passos da ordem dos 5%), é preciso alterar o setpoint e esperar o tempo necessário consoante o processo para que essa alteração se reflicta na resposta. Em alguns processos é preciso alterar o setpoint duas vezes, aumentando e diminuindo, pois a resposta é diferente.
- Se um sistema está a trabalhar bem, não lhe mexa!